A computação quântica tem um potencial muito grande de revolucionar a resolução de problemas de alta complexidade na computação clássica. Porém, a dificuldade em lidar com estes fenômenos e principalmente conseguir uma arquitetura que seja escalável deixam ainda muita incerteza quanto ao sucesso destas máquinas. Grandes empresas, como a IBM, estão investindo em pesquisas nesta área e já criam os primeiros protótipos. Algoritmos para solução de problemas neste novo paradigma já estão sendo desenvolvidos e inclusive linguagens de programação estão sendo elaboradas. Resta saber se os problemas conseguirão ser solucionados, se é uma questão de investimento e tempo ou existem restrições físicas que impediriam na prática a criação de máquinas realmente capazes de superar as atuais. Se isto for realmente possível talvez existam co-processadores quânticos que em conjunto com processadores de silício formassem os computadores do futuro, capazes de fazer previsão de tempo com maior precisão e otimizar sistemas combinatórios.
PRINCÍPIOS DA COMPUTAÇÃO QUÂNTICA
O modelo clássico de computador utiliza como elemento básico de informação o bit, que pode estar desligado, representado pelo estado 0 (zero), ou ligado, representado pelo estado 1 (um). A computação quântica introduz o conceito de qubit (bit quântico), que além dos dois estados tradicionais de um bit pode estar num estado de superposição coerente de ambos. É como se ele estivesse nos dois estados ao mesmo tempo ou como se houvesse dois universos paralelos e em cada um o qubit assumisse um dos estados tradicionais. Dois qubits possibilitariam realizar computação em quatro universos paralelos, três em oito e assim por diante, como mostra a Figura onde Q representa um bit no estado de superposição.

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